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7 de outubro: Um ano após o ataque mais letal a Israel desde o Holocausto

 

A incursão de cerca de 2.900 membros do Hamas fortemente armados em solo israelense resultou em atrocidades e crimes hediondos como torturas, estupros e mutilações.


O sábado, ou Shabat, é um dia sagrado para os judeus, independentemente de sua religiosidade. Trata-se de um período de 24 horas em que as pessoas suspendem qualquer tarefa ou atividade que exija esforço, dedicando-se à família e, para os praticantes do judaísmo, a Deus.

7 de outubro de 2023 era um sábado. Corria tudo normal como em qualquer Shabat. As ruas estavam praticamente vazias – de pessoas e automóveis – e muitos em casa. Mas o silêncio característico do dia foi abruptamente interrompido por uma invasão terrorista em solo israelense.

A incursão de cerca de 2.900 membros do Hamas, utilizando caminhões, picapes, motocicletas, parapentes motorizados e escavadeiras para romper as cercas da Faixa de Gaza, começou cedo, por volta das 6h30 da manhã (horário local).

Além disso, aproximadamente 3.000 foguetes foram lançados da estreita faixa litorânea, que também faz fronteira com o Egito, resultando na morte de cinco pessoas em Israel. Explosões foram registradas em áreas ao redor da Faixa de Gaza e em cidades da região de Sharon, incluindo Gedera, Herzliya, Tel Aviv e Ashkelon.

Inteligência de Israel

A operação surpreendeu a inteligência de Israel, considerada uma das mais bem preparadas do mundo, e bases militares foram alvos de ataques. Além dos militares, centenas de civis se tornaram vítimas fatais do grupo terrorista palestino. Em um único dia, mais de 1.000 civis israelenses, além de mais de 350 soldados e policiais, foram mortos em cidades vizinhas.

Naquele alvorecer, dezenas de jovens que estavam aproveitando o final de uma festa rave também pegos de surpresa, resultando em sequestros e assassinatos violentos.

Cerca de 200 civis e soldados israelenses foram sequestrados e levados para a Faixa de Gaza, incluindo aproximadamente 30 crianças entre os reféns.

A maior parte das imagens que mostram cenas de violência explícita foi gravada pelos próprios terroristas, utilizando câmeras corporais.

Mais de 40 países, principalmente ocidentais, classificaram o ataque como um ato de terrorismo. Em contrapartida, países árabes e muçulmanos, como Qatar, Kuwait, Síria, Irã e Iraque, atribuíram a culpa a Israel pelo ocorrido.

O atentado de 7 de outubro foi considerado por diversos veículos de comunicação e por autoridades políticas como o mais sangrento da história de Israel e o mais letal para os judeus desde o Holocausto.

Idosos, jovens e crianças

Alguns kibutzim – como o kibutz de Be'eri, localizado próximo à Faixa de Gaza e um dos piores cenários do massacre perpetrado pelos terroristas – também foram invadidos.

Famílias inteiras foram pegas de surpresa, com membros mortos ou sequestrados. Crianças e grávidas não foram poupadas. Os terroristas fortemente armados cometeram atrocidades e crimes hediondos como torturas, estupros e mutilações.

Muitos sobreviventes relataram a forma fria e desumana com que os soldados do Hamas matavam as pessoas que encontravam.

Foi um dia de choro e luto para Israel e também para seus aliados, especialmente os cristãos que, em obediência à Bíblia, amam Israel e o povo judeu. A prova disso é que, naquele período, as cidades históricas e religiosas estavam repletas de turistas, incluindo caravanas de várias partes do mundo, como o Brasil.

O número de turistas era tão grande em 7 de outubro – data que marca dois feriados importantes: Yom Kippur e o Dia da Torá – que dezenas de países decidiram repatriar seus cidadãos, temendo que se tornassem alvos de novos ataques terroristas.

A escalada da violência e a incerteza sobre a segurança na região levaram governos de várias nações a agir rapidamente para garantir a proteção de seus nacionais em meio ao caos.

O resultado da série de atentados coordenados e realizados pelo grupo militante islâmico palestino foi de 1.200 mortos e 240 sequestrados, incluindo bebês, crianças, mulheres e idosos.

Cidadãos de diversas nações estavam entre os sequestrados e os mortos pelo Hamas. Entre eles três brasileiros – Ranani Nidejelski Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes – perderam a vida em decorrência dos ataques terroristas ao festival.

Michel Nisenbaum, que naquela manhã saiu de sua cidade, Sderot, para buscar a neta de quatro anos que estava com o pai, foi sequestrado e também assassinado.

Até 2 de setembro, 117 reféns foram libertados, a maioria sendo mulheres, crianças e trabalhadores estrangeiros. Atualmente, 64 permanecem em cativeiro e acredita-se que estejam vivos.

Os ataques aconteceram no final das comemorações da Festa dos Tabernáculos e do feriado de Simchat Torah, que celebra o encerramento e o recomeço da leitura pública do texto sagrado do judaísmo.

Além dessas datas importantes no calendário judaico, a guerra entre Israel e Hamas em 2023 começou quase exatamente cinquenta anos após o início da Guerra do Yom Kippur, em 6 de outubro de 1973.

Guerra Israel-Hamas

Logo após o ataque terrorista em solo israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez um pronunciamento onde anunciou que “estamos em guerra” e prometeu que o Hamas "pagará um preço que nunca soube" pelo ataque.

Em uma mensagem de vídeo, ele declarou: "Cidadãos de Israel, estamos em guerra – não em uma operação, não em rodadas – em guerra".

O presidente Isaac Herzog pediu que a comunidade internacional se unisse em sua condenação ao Hamas depois que o grupo terrorista com sede em Gaza lançou o ataque mortal.

"Hoje vimos a verdadeira face do Hamas. Um exército terrorista cujo único objetivo é o assassinato a sangue frio de homens, mulheres e crianças inocentes”, disse.

Cobertura do Guiame

Assim que as agências internacionais noticiaram os ataques de 7 de outubro, o Guiame designou uma equipe de jornalistas para realizar uma ampla cobertura sobre o conflito.

Com notícias diárias, o portal cristão não apenas informava sobre os fatos registrados durante o período, mas também trazia depoimentos, entrevistas com especialistas em cultura judaica, teólogos e profecias bíblicas relacionadas.

Com o auxílio de fontes de dentro de Israel, foram realizadas entrevistas exclusivas com familiares de reféns, incluindo Shlomi Berger, um pai israelense que tem enfrentado dias de angústia desde o ataque do grupo terrorista Hamas em Israel.

Sua filha, Agam Berger, de 19 anos, foi sequestrada pelos terroristas, junto com outras centenas de mulheres e crianças, e está sendo mantida refém nos túneis do Hamas na Faixa de Gaza.

O Guiame segue noticiando sobre a guerra de Israel contra o Hamas e os desdobramentos que afetam toda a região e impactam o mundo.

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