Ajay (pseudônimo) e seus pais se encolheram debaixo de uma cama, tremendo de medo, enquanto extremistas hindus vagavam pelas ruas do lado de fora. O barulho das explosões era assustador, e os gritos da multidão irada gelaram a espinha de Ajay. “Nós sentimos que seria nosso último dia de vida na terra. Mas mesmo se morrêssemos, sabíamos que estaríamos no céu”, disse Ajay, olhando para o complexo da igreja que foi destruído na violência.
Era maio de 2023, e a violência estava em erupção por todo o estado de Manipur, no Nordeste da Índia. O conflito estava principalmente entre grupos étnicos contrários, mas tinha um elemento religioso também.
A Índia está se tornando mais e mais perigosa para os cristãos, e o que aconteceu em Manipur foi um exemplo assustador de perseguição e brutalidade de uma multidão não controlada. Extremistas hindus, com uma agenda radical nacionalista, alvejaram cristãos com violência extrema que cresce a cada dia. “Eu lembro de assistir impotente enquanto coisas que levaram anos para serem construídas fossem queimadas até as cinzas em horas. Após incendiar a igreja, extremistas atacaram casas, jogando tijolos e destruindo as portas”, disse Ajay.
Milhares de cristãos fugiram da região, e muitos outros perderam suas fontes de renda e casas. Pastores foram pressionados a rejeitar Jesus ou enfrentar consequências terríveis. A ajuda que se seguiu das agências governamentais eram limitadas e inadequadas. “Casas foram destruídas e havia caos por toda a parte. Não tínhamos comida, abrigo e estávamos incertos se sobreviveríamos”, disse Ajay.
Confira como Ajay foi ajudado por parceiros locais da Portas Abertas na Índia.

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